O processo de migração das emissoras de Onda Média (AM) para o dial de Frequência Modulada (FM) é uma das transformações tecnológicas mais importantes da radiodifusão brasileira nas últimas décadas.
Nas capitais e regiões metropolitanas com dial convencional (88,1 a 107,9 MHz) completamente saturado, a saída viabilizada pelo Governo Federal e pela Anatel foi a criação da faixa FM estendida (eFM), ocupando as frequências de 76,1 a 87,5 MHz.
1. Por que migrar é uma questão de sobrevivência comercial?
A transmissão em Amplitude Modulada (AM) sofre severamente com ruídos e interferências eletromagnéticas provocadas por redes de energia, transformadores, lâmpadas de LED e dispositivos eletrônicos. Como resultado, o ouvinte moderno abandonou os canais AM, reduzindo drasticamente o apelo comercial da emissora.
Ao migrar para FM:
- A emissora ganha som com fidelidade estéreo e nitidez comparável ao streaming;
- Recupera a audiência que transita em automóveis e transporte público;
- Permite inserção em plataformas digitais e receptores modernos;
- Multiplica o valor de mercado da concessão da emissora perante o mercado publicitário.
2. Os novos receptores já captam a faixa estendida?
Sim. Desde 2017, portarias do Ministério das Comunicações e da Anatel determinaram que todos os aparelhos de rádio, sistemas de entretenimento de veículos nacionais e importados, e aparelhos celulares com receptor FM comercializados no Brasil devem obrigatoriamente abranger a faixa de 76 a 108 MHz.
3. Etapas do processo regulatório e técnico de migração
A migração não é automática. Ela obedece a um rito legal detalhado:
- Manifestação Formal de Interesse: Protocolo de pedido formal junto ao MCom;
- Estudo de Viabilidade Técnica: A Anatel realiza a inclusão do novo canal no Plano Básico com classe compatível;
- Cálculo do Valor da Outorga: A emissora recolhe ao FISTEL o valor da diferença de outorga estabelecido por tabela ministerial;
- Projeto Técnico de Instalação: Engenheiro credenciado elabora o projeto de instalação do transmissor, antena e linhas de transmissão;
- Licenciamento e Entrada no Ar: Vistoria técnica e emissão da Licença de Funcionamento da Estação (LFE).
4. Consultoria especializada da Adencon
A Adencon elabora todo o planejamento técnico-regulatório da sua migração, calculando o melhor arranjo de potência e classe para maximizar o alcance da sua nova estação sem gerar custos desnecessários com outorga.